Funcionários da Federação Amazonense de Futebol relatam que estão há mais de três meses sem receber seus salários. Árbitros e assistentes afirmam que as cotas de jogos realizados desde o início do ano também continuam pendentes.
As dívidas envolveriam partidas da Copa da Floresta, do Campeonato Sub-20 e de outras competições das categorias de base. Segundo os relatos, os valores individuais variam entre R$ 1.800 e R$ 3 mil por jogo.
O atraso compromete diretamente o sustento de dezenas de famílias que dependem dessas remunerações. Nos bastidores, a preocupação também alcança o calendário esportivo. Fontes afirmam que o setor financeiro da FAF teria recomendado a suspensão temporária de campeonatos diante da falta de recursos.
A entidade é presidida pelo deputado estadual Ednailson Rozenha, que também ocupa o cargo de vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol e possui mandato à frente da FAF até 2030.
O cenário provoca indignação porque, enquanto trabalhadores denunciam que não recebem, Rozenha acumula cargos de forte relevância política, financeira e institucional.
Informações repassadas por fontes do setor apontam um repasse mensal de R$ 215 mil ligado à CBF, além de um pagamento adicional anual. Cabe à direção da FAF esclarecer oficialmente a finalidade desses recursos, sua destinação e por que funcionários e prestadores continuam aguardando seus pagamentos.
Não se trata apenas de futebol. São profissionais que trabalharam, cumpriram suas funções e agora cobram aquilo que lhes é devido.
A FAF e seu presidente precisam apresentar respostas. O espaço permanece aberto para manifestação.
