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Eurico Tavares lança Censo TEA Amazonas para expor abandono de famílias atípicas no estado

Levantamento online quer reunir informações sobre diagnóstico, terapias, mediador escolar e acesso a atendimento em todo o estado

Em mais uma ação voltada à defesa das pessoas com autismo e outras condições atípicas, o vereador Eurico Tavares lança nesta quarta-feira o formulário do Censo TEA Amazonas, um levantamento online criado para ouvir famílias, responsáveis e pessoas atípicas de todo o estado. A proposta é reunir informações que ajudem a dar dimensão real à demanda por diagnóstico, atendimento, inclusão escolar e políticas públicas mais eficientes. O formulário está disponível no endereço censoteaamazonas.com.br.

“Eu tô cansado de ver crianças autistas sendo agredidas nas escolas e de ver mãe chorando sem previsão de atendimento pro seu filho ou sem ter ao menos um mediador nas escolas. Sem dado, sem número e sem informação de verdade, o poder público continua fingindo que não enxerga o tamanho dessa demanda”, afirma Eurico. “Eu quero saber onde estão essas famílias, quantas são, o que elas enfrentam e do que elas precisam de verdade. Não precisa ter laudo. Se você é pessoa atípica, pai, mãe, responsável ou familiar, pode participar.”

O lançamento reforça uma atuação que Eurico já vem consolidando na Câmara Municipal de Manaus. Ele preside a Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e de Outras Pessoas Atípicas, criada pela Resolução nº 172/2025, é autor do Projeto de Lei nº 352/2026, que institui o Censo Municipal das Pessoas com TEA e de outras Pessoas Atípicas em Manaus, e também assina a Lei nº 3.564/2025, que criou o Selo Restaurante Amigo dos Autistas na capital.

Os dados mais recentes do IBGE mostram por que o tema exige atenção permanente. O Censo 2022 identificou 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo no Brasil, o equivalente a 1,2% da população. No Amazonas, esse número chega a 43.983 pessoas, sendo 27.636 em Manaus. Ainda assim, a demanda real pode ser maior, já que o próprio levantamento considera apenas pessoas que já receberam diagnóstico por profissional de saúde, deixando de fora muitos casos ainda sem laudo ou sem acesso ao atendimento especializado.

“Meu trabalho com as pessoas atípicas não é de ocasião nem de discurso bonito. É uma luta que precisa virar prioridade de verdade, com escuta, presença e ação concreta. Esse formulário é mais um passo para transformar a dor das famílias em informação, e a informação em cobrança, política pública e resultado”, diz Eurico.

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