Malária: Instituto Carlos Borborema disponibiliza treinamento sobre uso da tafenoquina

Curso é voltado para profissionais de saúde envolvidos no diagnóstico e tratamento da malária, e está disponível gratuitamente on-line

O Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema, da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), disponibilizou na terça-feira (14/09), em sua plataforma on-line de ensino, o treinamento sobre o uso da tafenoquina. A capacitação é parte do estudo TRuST, de implementação de novas ferramentas para o tratamento da malária vivax no Brasil.

O curso é uma realização do Ministério da Saúde que, de acordo com a Nota Informativa nº 14/2021, recomenda o uso da tafenoquina e do teste quantitativo da enzima G6PD durante a realização do TRuST nos municípios de Manaus e Porto Velho (RO).

São parceiros da iniciativa a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), a FMT-HVD, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa).

É recomendado que médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos da assistência e outros profissionais de saúde envolvidos no diagnóstico e tratamento da malária participem da capacitação. O treinamento, com duração de 20 minutos, está disponível em trust.borbatraining.com.br.

Ministrado pelo médico infectologista da FMT-HVD, Marcus Lacerda, o treinamento aborda as principais mudanças do novo Guia de Tratamento da Malária no Brasil, publicado pelo Ministério da Saúde em 2020; investigação, diagnóstico e manejo da Anemia Hemolítica Aguda (AHA) por antimaláricos; diálogo e o compartilhamento de informações e implementação de políticas públicas sobre malária vivax.

TRuST – O projeto TRuST avalia a implementar duas novas ferramentas para o tratamento da malária vivax no Brasil: a tafenoquina e o teste de G6PD. Para isso, os municípios de Manaus e Porto Velho (RO), a partir de recomendação do Ministério da Saúde, irão adotar o uso de um teste quantitativo de G6PD e a tafenoquina como tratamento de primeira escolha para pacientes maiores de 16 anos.

Após um ano, os resultados gerados subsidiarão a decisão do Ministério da Saúde quanto à incorporação dessas novas ferramentas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Tafenoquina – É uma medicação antimalárica com eficácia comprovada no combate ao parasita Plasmodium vivax. O medicamento, administrado em dose única, deve facilitar a adesão do paciente e será uma alternativa ao tratamento com primaquina, administrada por sete dias. A nova droga não exclui o uso associado com cloroquina.

A medicação pode ser administrada para maiores de 16 anos que, obrigatoriamente, realizaram o teste de G6PD, uma enzima protetora presente no organismo humano. Pessoas com deficiência na produção dessa enzima podem apresentar reação (hemólise) ao uso de antimaláricos. A testagem irá proporcionar maior segurança e tratamento adequado aos pacientes.

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