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Mercado de crédito estruturado exige mais que tecnologia

O mercado de crédito estruturado no Brasil vem passando por um processo de amadurecimento que combina maior sofisticação das estruturas, aumento do número de participantes e crescimento das exigências por governança, transparência e controle de riscos. Nesse contexto, especialistas da VERT apontam que três pilares têm se mostrado cada vez mais relevantes para a sustentabilidade das operações: atendimento humano qualificado, tecnologia aplicada aos processos e conhecimento técnico acumulado.

A securitização e a administração fiduciária de ativos estruturados envolvem estruturas customizadas, múltiplos agentes e ciclos de longo prazo. Diferentemente de produtos padronizados, essas operações exigem acompanhamento contínuo, interpretação de dados e capacidade de adaptação a eventos que surgem ao longo da vida do ativo. Segundo profissionais da VERT, decisões tomadas na fase de estruturação impactam diretamente a performance futura e a percepção de risco por parte dos investidores.

"O mercado evoluiu, mas cada operação continua tendo características próprias", afirma Carlos Martins, head de Estruturação da VERT. "Experiência técnica faz diferença para entender o lastro, a dinâmica de pagamento e os riscos envolvidos desde o início da operação", acrescenta.

Embora a digitalização tenha avançado, a tecnologia é vista como meio, e não como fim. Sistemas ajudam a organizar informações, automatizar rotinas e dar mais visibilidade aos dados operacionais, mas não substituem a análise técnica nem o diálogo entre as partes envolvidas. "Em cenários mais complexos, o investidor e o originador precisam de alguém que conheça profundamente a operação e seja capaz de explicar com clareza o que está acontecendo", observa Felipe Rogado, responsável pelas áreas de Gestão e Atendimento e de Relações com Investidores da VERT.

"Nesse sentido, soluções tecnológicas desenvolvidas de forma mais flexível têm ganhado espaço no setor, como, por exemplo, plataformas modulares que permitem que cada operação utilize apenas os componentes necessários, facilitando adaptações, reduzindo fricções operacionais. O resultado é uma contribuição para maior eficiência, especialmente em estruturas mais complexas ou pouco padronizadas", destaca Gabriel Lopes, sócio responsável pelo time comercial da VERT.

Outro fator recorrente nas análises do setor é o valor do legado técnico. A vivência em diferentes ciclos econômicos, produtos e estruturas permite identificar padrões de risco, antecipar problemas e aprimorar processos ao longo do tempo. "Em um mercado complexo como o de crédito estruturado, a experiência acumulada faz diferença na tomada de decisão", afirma Gabriel Lopes. "Conhecer estruturas, ciclos e situações já vividas ajuda a lidar melhor com a complexidade e a reduzir riscos ao longo da operação", completa.

A construção de confiança também aparece como elemento central. Em um mercado que lida diretamente com recursos de investidores, transparência, diligência fiduciária e comunicação clara são apontadas como condições essenciais. Para Rogado, "a confiança é resultado da combinação entre informação de qualidade, conhecimento técnico e atendimento que funcione durante toda a vida da operação".

"Nesse cenário, prestadores de serviços especializados em securitização, administração fiduciária e gestão de fundos estruturados passam a ter um papel relevante na consolidação do mercado. A nossa percepção é que a integração entre tecnologia, atendimento humano e conhecimento técnico continue ganhando importância à medida que o crédito estruturado se torna mais sofisticado e exigente", conclui Rogado.