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Em Parintins, vereadores do PL não apoiam Maria do Carmo Seffair

Em Parintins, a pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair, uma das primeiras a anunciar sua intenção de disputar a sucessão estadual, começa a enfrentar um cenário de isolamento político. A dificuldade aparece, inclusive, dentro do campo conservador, que deveria ser sua base natural de apoio.

Os principais vereadores ligados ao bolsonarismo no município não demonstram apoio à pré-candidata. Pelo contrário, têm adotado um novo posicionamento político, marcado por mudanças frequentes de lado, conforme os interesses e o momento político.

O presidente da Câmara Municipal de Parintins, Paulo Linhares (PL), conhecido como Cabo Linhares, e o vereador Adson Príncipe (PL) são exemplos desse movimento. Depois de atuarem ao lado do governador Wilson Lima, se aproximarem do grupo do senador Omar Aziz, agora passam a demonstrar alinhamento com o grupo político do prefeito de Manaus, David Almeida.

Essa mudança chama atenção não apenas pela troca de alianças, mas também pelo silêncio em relação a Maria do Carmo, que segue sem apoio público desses parlamentares em Parintins, município considerado estratégico na região do Baixo Amazonas.

A situação ganha contornos ainda mais delicados quando se observa que o Partido Liberal possui normas internas rígidas sobre fidelidade partidária. O estatuto do PL estabelece que filiados devem apoiar oficialmente os candidatos da legenda, prevendo sanções que podem chegar à expulsão em caso de descumprimento. Nesse contexto, a ausência de manifestações públicas de apoio à pré-candidata do próprio partido expõe uma possível infração às regras internas e aprofunda as tensões dentro da sigla no município.

A situação se torna ainda mais evidente quando se observa que o vereador Fernando Menezes, do Republicanos e identificado com o campo conservador local, também não tem sinalizado apoio à pré-candidata. Com isso, Maria do Carmo acaba sem uma base política sólida no município, enquanto lideranças que poderiam sustentá-la optam por caminhos considerados mais vantajosos no cenário atual.
Nos bastidores, a avaliação é direta: a fidelidade partidária e ideológica vem sendo substituída por cálculos eleitorais imediatos. O discurso conservador permanece, mas os apoios mudam de acordo com a possibilidade de influência, espaço político e sobrevivência eleitoral.
Para Maria do Carmo Seffair, o sinal vindo de Parintins é claro e preocupante. Mesmo sendo uma das pré-candidatas mais antigas na disputa pelo Governo do Estado, ela vê possíveis aliados se afastarem antes mesmo do início oficial da campanha, reforçando a percepção de que, na política local, o pragmatismo tem falado mais alto do que projetos de longo prazo.

A reportagem manteve contato com as assessorias do Partido Liberal (PL) e da pré-candidata Maria do Carmo, entretanto as chamadas não foram atendidas.

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