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Mudanças climáticas representam um desafio para atividade humana

As mudanças climáticas são alterações de longo prazo nos padrões de temperatura e clima da Terra. A partir da década de 1950, o processo se intensificou com a Revolução Industrial, final do século XVIII, quando iniciou a queima do carvão e petróleo em larga escala.

As emissões de gases de efeito estufa (GEE) figuram entre os principais vetores do agravamento das mudanças climáticas em escala global.

O Acordo de Paris prevê limitar o aquecimento global a 1,5°C. Isso exigiu que as emissões globais caíssem 45% em relação aos níveis de 2010 até 2030 e continuem caindo drasticamente para atingir emissões líquidas zero até 2050.

As emissões dos países em desenvolvimento aumentaram 43,2% entre 2000 e 2013. Esse aumento é amplamente atribuído ao aumento da industrialização e à elevação da produção econômica medida em termos de PIB.

"Se não for limitado o aquecimento a 1,5 °C até o final deste século, os cientistas alertam para riscos irreversíveis aos ecossistemas e à economia global. Além de contribuir para o combate à crise climática, a adoção de fontes renováveis também prepara o setor industrial para atender às exigências do futuro", salienta Vininha F. Carvalho, economista, ambientalista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

De acordo com dados do Climate Watch, em 2022 o Brasil ocupou a sexta posição no ranking dos maiores emissores de GEE do mundo. O setor industrial foi responsável por 154 milhões de toneladas de CO2 emitidos em 2023, segundo dados do Observatório do Clima de 2023 e do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG).

A Unesco informou que 2023 foi o ano com as maiores temperaturas dos oceanos. Nos últimos 20 anos, a taxa do aquecimento global duplicou e a costa brasileira tem estado cerca de 2ºC acima da média histórica. Entre as muitas consequências desses fenômenos está o aumento da salinidade, que pode ter impacto direto sobre atividades marinhas.

"Aprovada em 11 de dezembro de 2024, a Lei nº 15.042 criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) com a finalidade de controlar, monitorar e reduzir emissões de carbono no Brasil", finaliza Vininha F. Carvalho.