O Amazonas registrou 542 mortes violentas entre janeiro e setembro de 2026, conforme a soma dos registros por categoria divulgados com base em dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-AM). O número representa uma média de quase duas mortes por dia e evidencia a dimensão da violência letal no estado.
Os homicídios concentram a maior parte das ocorrências, com 495 vítimas. Também foram contabilizados 21 latrocínios, 17 feminicídios e nove mortes decorrentes de lesões corporais.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registradas 585 mortes violentas, houve redução de aproximadamente 7,4%. Apesar da queda no total, os latrocínios aumentaram de 17 para 21 ocorrências, crescimento de 23,5%.
Policiais também são vítimas da violência
A criminalidade também atingiu integrantes das forças de segurança ao longo de 2026, com registros de assassinatos e ataques contra policiais militares e civis, tanto na capital quanto no interior do Amazonas.
O caso mais recente ocorreu na noite de sábado (31/10), quando o sargento da Polícia Militar Emerson Lopes de Oliveira, de 52 anos, foi assassinado a tiros dentro de um mercadinho na rua da Paz, bairro Compensa 1, zona oeste de Manaus.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, dois homens chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos contra o militar. Reportagens apontam que ele teria sido atingido por pelo menos nove tiros. A motivação do crime ainda é investigada pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
Em fevereiro, o policial militar aposentado Francisco Marques dos Reis, de 51 anos, também foi assassinado durante um ataque armado a um sítio no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus. Outro homem morreu na mesma ocorrência.
No mesmo mês, um sargento da Polícia Militar morreu após ser baleado no município de Tefé, no interior do estado.
Já em julho, o investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos, morreu após ser atingido por disparos durante uma operação de combate ao tráfico de drogas no bairro Alvorada, zona centro-oeste de Manaus.
Além dos casos fatais, policiais também foram alvos de ataques e ameaças. Em julho, a residência de um cabo da Polícia Militar foi atingida por disparos no bairro Jorge Teixeira, zona leste da capital. A família estava no imóvel, mas ninguém ficou ferido.
Em setembro, outro policial militar foi baleado durante a preparação de um evento eleitoral no bairro Novo Israel, zona norte de Manaus.
Os episódios ocorreram em circunstâncias distintas e não há confirmação de que estejam relacionados entre si.
Violência continua sendo desafio para o Amazonas
Embora os indicadores apontem redução das mortes violentas em comparação com 2025, o número de vítimas e os ataques contra integrantes das forças policiais mantêm a segurança pública entre as principais preocupações da população.
O combate aos homicídios, ao tráfico de drogas e à atuação de organizações criminosas exige investimentos em inteligência, investigação criminal, policiamento e prevenção da violência.
O levantamento divulgado abrange apenas o período de janeiro a setembro. Por isso, o assassinato do sargento Emerson Lopes de Oliveira, ocorrido em outubro, ainda não integra esse balanço.
A consolidação dos dados até dezembro permitirá avaliar o comportamento da violência letal no Amazonas ao longo de todo o ano.
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