Festival acontece de 3 a 5 de novembro e conecta investidores, empreendedores e comunidades em debates sobre bioeconomia, clima e inovação
Manaus recebe, entre os dias 3 e 5 de novembro, o 4º Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA). Realizado pelo Idesam e pelo Impact Hub Manaus, o evento reunirá investidores, empresários, lideranças comunitárias, povos e comunidades tradicionais, pesquisadores e especialistas para discutir os caminhos da nova economia amazônica.
Com o tema “O futuro aponta para o Norte”, a edição coloca em pauta o financiamento de negócios sustentáveis, a conservação da floresta e o desenvolvimento dos territórios. A proposta é aproximar quem produz, investe e compra, além de debater os obstáculos que dificultam o acesso de empreendimentos amazônicos a capital e mercados.
Programação começa com imersão nos territórios
O festival terá início no dia 3 com a “Imersão no Território”, dedicada a experiências em iniciativas da região. Nos dias seguintes, a programação contará com painéis, plenárias, rodas de conversa e atividades de conexão entre os participantes.
O segundo dia, intitulado “Pingos nos Is”, abrirá os debates com a pergunta “Onde estamos?”. A discussão reunirá diferentes perspectivas sobre o momento da economia amazônica, seguida por sessões sobre competitividade das empresas regionais, valor econômico da floresta em pé e pagamento por serviços ambientais.
Segundo Gabriela Souza, gestora de operações da AMAZ e líder de Novos Negócios do Idesam, o encontro busca transformar conexões em oportunidades concretas para a região.
“O FIINSA quer colocar na mesma mesa quem vive nos territórios, quem desenvolve negócios, quem compra e quem investe. A nova economia só vai avançar de fato quando essas conexões deixarem de ser pontuais e passarem a gerar negócios, renda e oportunidades dentro da própria região”, afirma.
Lideranças da economia, do clima e dos territórios
Entre os nomes anunciados pela organização estão Natalie Unterstell, do Instituto Talanoa; Pi Suruí, da Associação Metareilá e do povo Paiter Suruí; Denis Minev, CEO do grupo Bemol; e Virgilio Viana, superintendente-geral da Fundação Amazônia Sustentável (FAS).
Também integram a programação Rachel Biderman, da Rede Pan-Amazônica; Joana Oliveira, do WRI Brasil; e Eduardo Taveira, ex-secretário de Meio Ambiente do Amazonas.
As discussões abordarão ainda a distribuição dos benefícios gerados pelo crescimento de negócios amazônicos. Estão previstas sessões sobre expansão de empreendimentos comunitários, capital filantrópico, tecnologia ancestral e inovação, além do lançamento do Atlas da Sociobioeconomia Quilombola, com participação de representantes da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).
Investidores apresentam critérios para financiar negócios
A relação entre capital e empreendedorismo será um dos eixos do FIINSA. Os participantes discutirão por que recursos disponíveis nem sempre chegam às iniciativas que precisam de financiamento e quais modalidades de investimento atendem a cada estágio de um negócio.
No dia 5, a sessão “Do outro lado da mesa: o pitch dos investidores” reunirá representantes de Vox Capital, FAMA Re.capital, KPTL, Sitawi e Finance in Motion. A atividade pretende apresentar como o mercado financeiro avalia as oportunidades de investimento na Amazônia.
“Existe um capital que quer encontrar bons negócios e existem negócios amazônicos que precisam de capital, mas muitas vezes eles ainda não conseguem se encontrar. O FIINSA trabalha justamente nessa aproximação, criando espaços para que investidores entendam a realidade desses empreendimentos e para que os negócios estejam mais preparados para acessar mercado e investimento”, afirma Marcus Bessa, cofundador do Impact Hub Manaus e um dos organizadores do festival.
Inovação e acesso a mercados entram na agenda
Com o título “Fazer Acontecer”, o terceiro dia será dedicado a questões práticas. Grandes empresas discutirão o que precisa mudar para ampliar as compras de produtos e serviços de negócios amazônicos. Organizações da região e de outros países também participarão de debates sobre uma agenda pan-amazônica de impacto.
A programação inclui financiamento das cadeias da sociobiodiversidade, carbono florestal, pecuária regenerativa e turismo associado aos territórios. Na atividade “Conversas que Movem”, participantes poderão se reunir com lideranças para discutir tendências e oportunidades. As contribuições serão reunidas em um produto de conhecimento do festival.
Na área de inovação, serão apresentadas dez soluções selecionadas pelo “Desafio Bioinovação Amazônia”. Haverá ainda debates sobre tecnologias desenvolvidas a partir das necessidades dos territórios, empresas de base científica e tecnológica — as chamadas deep techs —, restauração florestal e ingredientes amazônicos.
O Prêmio Parceiros pela Bioeconomia integra a programação de encerramento, com reconhecimento a iniciativas ligadas à nova economia da região.
Realização e parceiros
O 4º FIINSA é uma realização do Idesam e do Impact Hub Manaus, com patrocínio de Fundo Vale, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), The Climate and Land Use Alliance (CLUA), Grupo Trigo, Fundo Casa Socioambiental, CNP Seguradora e Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio).
O evento conta com apoio de Bezos Earth Fund, Amazon Investor Coalition (AIC), Bemol, VOX Capital, Natura, Agência Felicidad, AMAZ Aceleradora de Negócios de Impacto, Instituto Arumã, Uma Concertação pela Amazônia, Climate Ventures e Manaus Plaza Centro de Convenções. O apoio de mídia é de Stanford Social Innovation Review Brasil, Página 22, Reset e DRAFT.
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