A Espanha realiza neste sábado (31) os primeiros funerais das vítimas do acidente ferroviário de quarta-feira (28), numa altura em que ainda decorre o processo de identificação de vítimas. A manhã acordou fria e cinzenta em Urda no último dia de luto nacional pela tragédia.
O balanço oficial de vítimas continua a registrar 69 mortes, entre as quais a de um cidadão português, mas há ainda outras 67 pessoas desaparecidas e 39 hospitalizadas.
Segundo levantamento do jornal El País, o sistema de segurança registrou 170 falhas apenas este ano – uma a cada dois dias.
Em apenas nove meses, dois acidentes deixaram mais de cem mortos. Os números abalam a reputação de uma rede ferroviária considerada, durante décadas, uma forma rápida e segura de viajar para os espanhóis.
Enquanto a vida volta à normalidade, a Espanha assiste aos funerais das primeiras vítimas. Fátima Báñez, antiga ministra do Trabalho e Segurança Social, foi enterrada em Huelva.
As autoridades espanholas continuam a investigar as causas do acidente, depois de inicialmente terem apontado uma falha humana no centro de gestão de tráfego ferroviário.
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