Prefeitura realiza seminário sobre turismo religioso em Manaus

Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), realizou, na manhã desta quarta-feira, 8/6, um seminário para apresentar o turismo religioso na capital amazonense. O evento foi realizado no Museu da Cidade de Manaus (Muma), no centro histórico.

Com o tema “Turismo religioso em Manaus: Roteiro de fé em histórias”, o seminário teve o objetivo de apresentar, debater e destacar a potência do segmento do turismo religioso em Manaus, que possui templos religiosos que guardam histórias e arquiteturas únicas.

A diretora de Turismo da Manauscult, Oreni Braga, explicou que o evento é a consolidação do projeto, que busca evidenciar o que chamou de “tesouros escondidos” no Centro Histórico de Manaus.    

“A cidade de Manaus estagnou praticamente nos atrativos, nos segmentos que vêm sendo desenvolvidos há décadas, e na gestão do prefeito David Almeida, nós temos a obrigação, enquanto diretoria de Turismo, de descobrir essa cidade diferente, requalificar essa cidade para o turismo, e um dos segmentos é exatamente trabalhar esses tesouros escondidos, que são as quatros igrejas que estão no centro histórico da cidade, a igreja da Matriz, Aparecida, Remédios, e de São Sebastião. Que são tesouros escondidos realmente com as histórias, cultura e com a arquitetura”, pontuou.

O evento contou com a participação de representantes de várias secretarias municipais e de outras entidades públicas e privadas, que puderam contribuir com o debate. A ação integrada é importante para que o roteiro turismo religioso seja promovido de forma organizada e eficiente em Manaus, conforme destacou Oreni. 

“O seminário é a continuidade de todo um trabalho que realizamos. Fizemos a investigação do roteiro, capacitamos 20 imigrantes, e agora vamos oferecer o curso com o Senac para os guias de turismo, vamos capacitar a guarda municipal para o turismo religioso. E esse seminário é exatamente para a gente discutir o que os nossos parceiros podem construir para melhorar e consolidar o nosso turismo religioso no Centro Histórico de Manaus”, salientou.

Durante o seminário, foi apresentado o “Roteiro Turístico Religioso”, destacando os pontos fortes e as fraquezas do roteiro, inicialmente composto por quatro igrejas centenárias de Manaus, a Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição, a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida e a Igreja de São Sebastião.

O frei Paulo Xavier, da Igreja de São Sebastião, localizada no largo de São Sebastião, que esteve presente no evento representando a Arquidiocese de Manaus, aprovou o circuito de visitação que tem como piloto as igrejas católicas centenárias.

“A cidade de Manaus acolhe as igrejas, os espaços históricos, seja no campo da arquitetura como no campo religioso. São igrejas bastante visitadas por conta de suas histórias, como também as pessoas que vem aqui, elas querem conhecer esse aspecto religioso e é fundamental para nós. Essa riqueza a gente quer colocar em comum e que possa ser com qualidade, à disposição, para acolher bem aqueles que frequentam as igrejas, inclusive, os moradores, aqueles que participam aqui na nossa cidade, do nosso Estado. É um patrimônio muito bonito, é um tesouro que nós temos que desvendar e cuidar ainda melhor”, acrescentou.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Amazonas (ABIH-AM), Roberto Bulbol, enfatizou que o turismo religioso é mais um atrativo para a capital amazonense e que deve impulsionar diversos segmentos da economia, como agências de viagens, transporte, hotéis e restaurantes.

“Esse tipo de encontro que nós estamos tendo para criar roteiros como esse, para dar uma direção, um norte para o turista, é muito importante. Porque os turistas não ficam só na igreja, você vai fazer um lanche próximo àquela igreja, vai conhecer a cidade e isso tudo vai trazer receitas e empregos para todos nós”, analisou.

Após a consolidação do segmento do turismo religioso com foco nas quatro igrejas católicas na área central, a prefeitura deve ampliar para templos históricos de outras denominações.

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